<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331</id><updated>2011-06-02T11:30:43.987-07:00</updated><title type='text'>Toré Literário</title><subtitle type='html'>O toré é uma cerimônia indígena em que os participantes buscam expiação para conter ou diminuir seus males e sofrimentos, reequilibrando as energias e harmonizando as relações.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-7565593926864483018</id><published>2008-11-06T10:20:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T10:28:47.964-08:00</updated><title type='text'>9 minutos mensais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3_QCbcw-WxQ/SRM28WBzAmI/AAAAAAAAACw/D2CmdBFV5CU/s1600-h/Olho%20verde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5265612799659410018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 244px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3_QCbcw-WxQ/SRM28WBzAmI/AAAAAAAAACw/D2CmdBFV5CU/s320/Olho%2520verde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como ousas deflagrar-me com esse teu olhar dissimulado? Olhar que por tanto tempo esperei em vão, e agora na mais plena imensidão libertária – eu estou, tu estás? Estamos? – dissimulas e entregas. Olhos de mar pacífico-esmeralda que me sugam e me largam nu, nessa maré revolta, na qual os peixes só desovam ao teu desejo. Em meio a tantos corpos, copos, fumaças, cigarros, mãos, nucas, cabeças flutuantes eu encaro essa tua boca falante ao longe, a entreter os que te acompanham. Ah...Boca que exprime apenas o desejo, unicamente humano; E que me faz – como um anjo bobo – desesperadamente descer o degrau da consciência universal. Tu ri, rá rá rá, assim mesmo, p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e, enquanto observo teus pés cruzados a entreter-me como duas marionetes encenando “Romeu e Julieta”. Eles se agarram num encontro de lábios ardentes e se separam aos extremos, e se unem de novo até a morte - do que assiste - com a tua saída da sala da fantasia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Mas imagina menino, se eu tiver carregando uma vida aqui dentro. – me diz uma amiga que se encontra ao meu lado, com as mãos sobre a barriga.&lt;br /&gt;- É...Já dá pra fazer teste? - Indago.&lt;br /&gt;- Acho que não. É melhor esperar mais umas duas semanas.&lt;br /&gt;- Essas duas semanas vão durar pra passar.&lt;br /&gt;- É. - Ela responde.&lt;br /&gt;- Duas semanas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E entre nós se faz um pacto silencioso, enquanto as pessoas na sala se concentram em suas conversas num zunido cada vez mais ensurdece-dor. Dor que se aplaca em confusão ao sentar a minha frente, distante, os olhos que arbitrariamente me prendem e me libertam. Olham-me enquanto cego. Enxergo enquanto obnubilam-se. E nesse jogo anárquico os relógios trabalham, as fumaças que antes aderiram à dança do ventre agora parecem ter se esgotado, e os motores – sejam dos automóveis, sejam os cardíacos – movimentam-se.&lt;br /&gt;Despedidas. Mãos, peitos, pêlos, pernas, cheiros. Desejos não consumidos num Bis später, num À bientôt . Como ousas deflagrar-me com esse teu olhar dissimulado, animal desgarrado, que quero tanto ao meu lado!? A criança nasceu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-7565593926864483018?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/7565593926864483018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=7565593926864483018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7565593926864483018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7565593926864483018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/11/9-minutos-mensais.html' title='9 minutos mensais'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3_QCbcw-WxQ/SRM28WBzAmI/AAAAAAAAACw/D2CmdBFV5CU/s72-c/Olho%2520verde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-9018570310188067701</id><published>2008-10-11T11:50:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T11:55:55.944-07:00</updated><title type='text'>Piaf</title><content type='html'>E a dama de vermelho pensou, ao mesmo tempo que repolsava suas pernas, uma sobre a outra - um cigarro na mão esquerda, um mexer de dedos na mão direita, um batom escuro na boca amarga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A diferença entre eles, é que um gosta de piaf, o outro não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-9018570310188067701?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/9018570310188067701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=9018570310188067701' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/9018570310188067701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/9018570310188067701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/10/piaf.html' title='Piaf'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-6442989097781712653</id><published>2008-09-03T22:28:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T22:38:58.031-07:00</updated><title type='text'>Qual é a sua?</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 36pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="color:black;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 36pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT"  style="color:black;"&gt;Mas desde que, há duas semanas, uma cigana desvendou as fracas linhas das palmas de minha mão, pouco sossego encontro até em meu próprio sossego: dois amores, ela apontou, um já passado, e com amargura localizei na memória aquele sôfrego Estudante, e outro em breve por chegar. Desde então, me desconheço. Abreviaram-se-me as idas ao banheiro para molhar os pulsos e os lóbulos das orelhas, animando a circulação que se me estanca nas veias, por vezes olvido a torneira aberta e surpreendo-me a odiar minhas próprias tranças, as manchas roxas sob os olhos e tudo que me torna assim, fugaz. Mal posso conter um susto investigando o porte de cada homem que se aproxima, em cada esquina que dobro, em cada ônibus que tomo para ir e vir, sinto que busco prometido e me detesto por essa inquietação febril, pelo amor que desconheço e mal consigo supor, tão parca é minha vida de memórias ou medidas...Sobrevivo a cada manhã quando, cruzando as portas e corredores que me conduzem às ruas intermináveis, imagino sempre que sou invisível para cada um dos que passam. Ninguém suspeita de meu segredo, caminho severa pelas calçadas, olhos baixos para que minha sede não transpareça: ah sou tão morena e magrinha que ninguém me adivinha assim como tenho andado - castamente cinzelada no topo deste morro onde os ventos não cessam jamais de uivar, tendo entre as mãos, como quem segura lírios maduros dos campos, uma espera tão reluzente que já é certeza.&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 36pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;(Caio Fernando Abreu - Morangos Mofados)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 36pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-BOTTOM: 12pt; TEXT-ALIGN: center" align="center"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;"Pra Rua me Levar"&lt;br /&gt;(Ana Carolina/ Totonho Villeroy)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor&lt;br /&gt;Há outras coisas no caminho aonde eu vou&lt;br /&gt;As vezes ando só, trocando passos com a solidão&lt;br /&gt;Momentos que são meus e que não abro mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei olhar o rio por onde a vida passa&lt;br /&gt;Sem me precipitar e nem perder a hora&lt;br /&gt;Escuto no silêncio que há em mim e basta&lt;br /&gt;Outro tempo começou pra mim agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar a rua me levar&lt;br /&gt;Ver a cidade se acender&lt;br /&gt;A lua vai banhar esse lugar&lt;br /&gt;E eu vou lembrar você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar&lt;br /&gt;Promessas que me fiz e que ainda não cumpri&lt;br /&gt;Palavras me aguardam o tempo exato pra falar&lt;br /&gt;Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sei olhar o rio por onde a vida passa&lt;br /&gt;Sem me precipitar e nem perder a hora&lt;br /&gt;Escuto no silêncio que há em mim e basta&lt;br /&gt;Outro tempo começou pra mim agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar a rua me levar&lt;br /&gt;Ver a cidade se acender&lt;br /&gt;A lua vai banhar esse lugar&lt;br /&gt;E eu vou lembrar você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Qual o seu tipo? Ou será impossível dissocia-los?&lt;br /&gt;Make your Choise!&lt;br /&gt;Inté!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-6442989097781712653?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/6442989097781712653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=6442989097781712653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/6442989097781712653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/6442989097781712653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/09/qual-sua.html' title='Qual é a sua?'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-7694440309723653815</id><published>2008-08-05T01:15:00.001-07:00</published><updated>2008-08-05T14:19:41.587-07:00</updated><title type='text'>Interpretações Astrológicas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SJgNBL4q1oI/AAAAAAAAACI/v5yqMqP4Z0c/s1600-h/beijo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SJgNBL4q1oI/AAAAAAAAACI/v5yqMqP4Z0c/s320/beijo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230945281212339842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Vó, a lua é o quê?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tricotando a vó responde:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- É a bola de Deus, meu filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- A bola? de jogar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- É. Todo dia bem de manhãzinha, antes de todo mundo acordar, ele chuta ela que tá sempre lá, paradinha no quintal dele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Chuta pra onde?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Chuta pro nada. Ele chuta tão forte, tão forte, que ela vai parar no outro lado do mundo. Todo dia, a bola volta pro quintal dele e ele chuta, mesmo sem saber quem chuta de volta. Porque ela sempre volta...sempre volta.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O menino adormece. Na noite seguinte, ele aproxima-se da avó novamente, que está a tricotar no terraço.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Ô vó! Por que a senhora e o vôvô nunca se falam? Vocês tão de mal?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A avó continua a tricotar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Sabe a lua, menino?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- A bola de jogar?&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Ela ri.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Sim, a bola de jogar; é que Deus quando chuta ela, é pra ela ir ficar pertinho do sol, que ta lá longe, lá do outro lado do mundo. Mas parece que tem sempre alguém que chuta o sol pra cá na mesma horinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- E o que é que tem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Tem que o sol e a lua nunca se encontram né, menino; é um fardo arretado de dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- A culpa é do diabo vó?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Meu filho...eu não sei se é o Diabo que joga com Deus não. Eu só sei é que mesmo laaaá de longe, o sol continua a me aquecer a cada beijo no rosto, a cada beijo de amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;E o mar vai dormir, sabido que o claro e o escuro é apenas o desencontro fatídico de dois amantes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SJgMVOvvaLI/AAAAAAAAACA/nqxcDk6PLHg/s1600-h/beijo.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-7694440309723653815?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/7694440309723653815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=7694440309723653815' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7694440309723653815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7694440309723653815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/08/interpretaes-astrolgicas.html' title='Interpretações Astrológicas'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SJgNBL4q1oI/AAAAAAAAACI/v5yqMqP4Z0c/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-7204531890469102838</id><published>2008-07-13T21:13:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T21:21:54.723-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Fumo o apocalipse&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Anjos subalternos,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;À terra;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Paira revolto&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;O ônix sagrado&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Som estático,&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Corda tremulante.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Levado, o senhorio centeio&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Rabisca a primavera&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Em meu olhar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- O quê tu qué cume nu almoçu?!&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SHrT0Mk2qII/AAAAAAAAAB4/bLag88tOBr0/s1600-h/cigarro-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SHrT0Mk2qII/AAAAAAAAAB4/bLag88tOBr0/s320/cigarro-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222719611571972226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-7204531890469102838?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/7204531890469102838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=7204531890469102838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7204531890469102838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7204531890469102838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/07/fumo-o-pocalipse-anjos-subalternos.html' title=''/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SHrT0Mk2qII/AAAAAAAAAB4/bLag88tOBr0/s72-c/cigarro-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-7082005295177699088</id><published>2008-07-10T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-07-10T13:01:15.892-07:00</updated><title type='text'>29-01-2008</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As tranças de Alquides&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enlaçam-me os seios&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na boca da noite.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;BETH VALENÇA&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sonhadora dourada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uniformemente desvairada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Candeia, Candeia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;BETH VALENÇA&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Maria, Bethânia, Alquides de Carvalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ônibus lunar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltará aos meus seios&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BETH VALENÇA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-7082005295177699088?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/7082005295177699088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=7082005295177699088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7082005295177699088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/7082005295177699088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/07/as-tranas-de-alquides-enlaam-me-os.html' title='29-01-2008'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-4721017924288918965</id><published>2008-06-25T16:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T20:14:32.924-07:00</updated><title type='text'>LOUVAÇÃO</title><content type='html'>Texto de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Uma ensolarada tarde de sábado. Um casal de namorados anda por uma avenida, avô e neto estão sentados ao sol e duas irmãs estacionam o carro. É mais uma tarde de peregrinação. Milhares de indivíduos encaminham-se a terra “santa”. Regrados a raios de energia e ondas marítimas que dançam nas gargantas estremecidas, eles acompanham a procissão.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Milhares de almas marcham pelo que acreditam. Como formigas ao açucareiro, eles ao templo. Templo onde cultuam a arte redonda, das cabeças redondas, da bola às vezes não tão redonda, mas sempre bola. Local de desejo e fé, o templo do futebol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Assim que todos se acomodam em espera da sangrenta luta de gladiadores, nossos ouvidos, antes tomados pelo som do chacoalhar de uma redondeza presa no redondo, ouvem as trombetas anunciarem o início do espetáculo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O imperador fez o sinal e a batalha começa. Minutos de incansável luta se passam. E a dicotomia se revela: Em um templo onde os monges vestem meiões a fim de louvar o Deus redondo, o sangue do oponente é derramado e a oração declamada com maior freqüência é o tradicional “filho-da-puta”. As freiras falam “filho-da-puta”. Os coroinhas gritam com a força de sua jovialidade, “filho-da-puta”. Ah, que vontade de gritar “filho-da-puta”!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;E os quadrados do horizonte balançam. Todos gritam e pulam banhados pelas loiras faíscas de alegria. E dá-se início a prece conjunta. Pouco tempo depois, o desafiante permanece caído, com as vestes rasgadas e uma lança cravada em seu peito, por onde sua vida escorre mansamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Todos suspiram, riem e caminham em direção à saída. Cada um pensando no restante de seu dia, em como irão aproveitá-lo. Um casal de namorados que encontrarão amigos no cinema. Avô e neto que irão para casa jantar e ver, como em todos os sábados, o seu programa televisivo favorito. E as duas irmãs que se banharão e dançarão durante toda a noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;O que os une é que todos voltarão em um outro dia ao templo-coliseu-soberba-casa-do-espetáculo com o mesmo objetivo: Louvar a arte futebolística. A arte essencialmente brasileira.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SGRZNrXaOsI/AAAAAAAAABg/1GmxuR_9MWM/s1600-h/torcida-do-glasgow-rangers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SGRZNrXaOsI/AAAAAAAAABg/1GmxuR_9MWM/s320/torcida-do-glasgow-rangers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216392359915961026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-4721017924288918965?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/4721017924288918965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=4721017924288918965' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/4721017924288918965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/4721017924288918965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/06/louvao.html' title='LOUVAÇÃO'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SGRZNrXaOsI/AAAAAAAAABg/1GmxuR_9MWM/s72-c/torcida-do-glasgow-rangers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-6309240595811869682</id><published>2008-05-17T16:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-17T16:48:58.792-07:00</updated><title type='text'>1º  Experiência cinematográfica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:180%;"  &gt;O menino, uma câmara escura e a índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; Era muito jovem na época. Não me atrevia a sonhar com algo além de que meus brinquedos ganhassem vida e me fizessem companhia, permitindo-me praticar inocentes aspirações a Deus. Costumava passar minhas férias na cidade de Olinda, na casa de meus tios, onde nos reuníamos a maioria dos primos a exercer a divina e primitiva arte das brincadeiras infantis. Corríamos da morte, transitáva-mos entre o bom e o mal, permeáva-mos a insanidade. Em algumas noites, todos na casa se reuniam para assistir a filmes como “Sexta-feira treze” e “A noite dos mortos vivos”. Nessas noites, eu sempre dormia mais cedo por ser o caçula do grupo, o mais suscetível a pesadelos, e é claro, pelo fato de ter uma mãe super protetora. O desejo pela fantasia inalcançável acendeu sua fagulha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; Os “senhores do saber” decidiram, mais tarde, levar-nos ao cinema. “Vamos sair pra ver filme e comer”, pensei. E devo admitir que este segundo vislumbre me animou mais do que aquele. Sempre fui a típica criança obesa que idolatra sabores artificiais e corantes. Ao chegar-mos animados ao cinema “São Luís”, hoje desativado, compramos nossos ingressos e pipocas e chocolates e balas, e alegria e desvairia. Pusemos-nos à enorme fila que se alongava à imensidão na frente do cinema. O cansaço se abatia sobre as minhas frágeis pernas. Porém, finalmente, a fila começou a andar. E entramos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; Um local suntuoso, com aspecto respeitosamente antigo, de muito bom gosto. Adentramos a sala que nos esperava com seu cheiro e temperatura peculiares. Minha prima, Flávia, era quem me guiava por esse mundo novo que encontrava. Quando nos acomodamos e a luzes apagaram tive a certeza indubitável de visitar uma realidade totalmente diferente até então. O onírico e o palpável se fundiram naquela sala, aos meus olhos cegos. A enorme tela acendeu-se. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; “Pocahontas” era o nome do filme. A estória de amor entre um soldado e uma belíssima índia. Dois mundos diferentes que se chocavam era o enredo. O enredo pelo qual eu passava naquele momento. A alucinação apaixonante pelo despertar de um novo mundo. Eu tinha encontrado aquela nova terra, aquela colônia, aquela câmara escura, aquela pocahontas que afastou a cegueira súbita de minha retina. Como diria Saramago: “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Ando reparando até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SC9sJZSGukI/AAAAAAAAABI/JWb1rKGHCw8/s1600-h/queen_pocahontas_cameo1_lg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SC9sJZSGukI/AAAAAAAAABI/JWb1rKGHCw8/s320/queen_pocahontas_cameo1_lg.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201495003297659458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-6309240595811869682?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/6309240595811869682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=6309240595811869682' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/6309240595811869682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/6309240595811869682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/05/1-experincia-cinematogrfica_17.html' title='1º  Experiência cinematográfica'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_3_QCbcw-WxQ/SC9sJZSGukI/AAAAAAAAABI/JWb1rKGHCw8/s72-c/queen_pocahontas_cameo1_lg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4467085110794321331.post-4962476280540366546</id><published>2008-05-13T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T16:29:29.691-07:00</updated><title type='text'>A primeira crônica que escrevi.</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial;"&gt;DIÁFANAS INFÂNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Numa tarde de quarta-feira ensolarada, tive a curiosa oportunidade de conhecer um garoto de 10 anos, no parque 13 de maio, localizado na cidade do Recife. Um jovem menino mulato, com a camisa ao contrário do esqueleto e pés descalços como quem quer desbravar o mundo, chamado “guri”. A perjoratividade se personificou em minha frente. Guri não brincava nos brinquedos do parque, como faziam as outras crianças. Ele estava apenas sentado num banco qualquer, feito de uma madeira qualquer, sozinho, até o momento em que sentei ao seu lado. Ele me pediu um “trocado” que eu não tinha, em minha posição de estudante – artista – sem renda monetária. Teve início uma breve conversa. Ele me falou de sua mãe solteira, provedora da renda familiar, como uma verdadeira leoa faminta e solitária que afia as presas todas as noites. Ele me falou, com a vergonha se transmutando em um pingo de suor em sua testa, da falta de freqüência com que vai à escola ou que tem algum tipo de estudo teórico. E me falou, sobretudo, de suas preferências naquele parque. Ele não gosta de algodão doce. Ele não gosta de balões de ar, tolos, que podem ser comprados por qualquer um. Ele não gosta de ziguezaguear correndo pela areia com as outras crianças à procura da felicidade. Ele não aprecia nem o pula-pula. O que ele idolatra mesmo é o escorrega. Primordialmente, guri gosta de fumar “melado” (maconha com pedra(s) de crack) no escorrega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ao atravessar um viaduto que desemboca em um bairro nobre de qualquer cidade do Brasil, nos defrontamos com realidades distintas. Estórias, abruptamente semelhantes, de desfacelamento do infantil, ocorrente em crianças (como guri) e em adultos, tanto nos moradores dos pequenos espaços sob viadutos quanto em residentes dos prédios de classes mais abastadas, localizados ao virarmos a próxima esquina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Em um desses prédios, anos atrás, estava a persona que vos fala. Morava com a minha avó e tinha 12 anos. Figura interessante a minha avó. Simpática como Silvio Santos, gorda como Jô Soares e excêntrica como o Tio Patinhas. Ela costumava perambular pelo apartamento, fumando e olhando o céu, através da varanda, à procura de “poodles” se formando nas nuvens. Nunca os encontrava. Em certa ocasião, ela dormia, estrondosamente, no sofá. Dirigi-me, imbuído por tantas imagens cinematográficas galantes em meu subconsciente, à estante onde ficava sua carteira de cigarros. Tirei uma unidade, cuidadosamente, e me apressei ao banheiro com uma caixa de fósforos a mão. Descobri que algumas boas coisas da vida tem um gosto amargo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A nossa sociedade se desintegrou por tráfegos e tráficos distintos. A nossa cultura tende ao marginal (que deveria ser, na realidade, uma “contra cultura”). Uma bola de gude não é uma granada, mas ambos estão à venda em lojas de brinquedos. Até os desenhos animados se subverteram à ação das grandes bilheterias hollywoodianas. Uma menina que canta as suas ilusões, como em “Alice no País das maravilhas” seria ignorada, atualmente. A inocência, tão suscitadora de fantasias, se perde facilmente. A cada geração, as crianças estão mais “espertas”, dizem alguns. E sem termos quem nos ative nossa memória infantil, tendemos ao nada. Coitado do jovem que conversava com Guri, no parque 13 de maio, e da senhora que não consegue ver “poodles” nas nuvens. Cuidemos de nós mesmos, crianças indefesas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4467085110794321331-4962476280540366546?l=toreliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://toreliterario.blogspot.com/feeds/4962476280540366546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4467085110794321331&amp;postID=4962476280540366546' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/4962476280540366546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4467085110794321331/posts/default/4962476280540366546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://toreliterario.blogspot.com/2008/05/primeira-crnica-que-escrevi.html' title='A primeira crônica que escrevi.'/><author><name>Jucélio Matos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16705741435541975987</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/-mbFwgZUSWi4/TVdTMRERpFI/AAAAAAAAAEM/1eJVeLtP0C0/s220/33820_142350589155881_100001428228240_256216_8126006_n.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
